Envenamento por Arsênico
Tentou livrar-se do marido, mas por sorte ele acabou sobrevivendo apenas com algumas úlceras e uma gastrite crônica, que é justamente o sintoma clássico nos casos em que o envenenado resiste ou a dosagem foi insuficiente.
Como acontece em 90% dos casos em que as esposas envenenam os maridos, neste caso também ela resolveu usar Arsênico.
Sabe por quê é o veneno preferido delas?
✔️ É barato e fácil de encontrar; é um pó branco que não tem cheiro, nem cor, nem gosto, por isso, pode ser misturado na comida ou bebidas sem levantar suspeitas;
✔️ Os sintomas podem ser facilmente confundidos com um desarranjo ou infecção intestinal, com uma congestão ou intoxicação alimentar ou por bebida alcoólica. Começa com vômitos, diarreia, dores abdominais intensas e mesmo com o tratamento, evolui gradativamente, como se fosse uma infecção oportunista resistente.
É uma coisa violenta!
O envenenado tem crises sucessivas de vômito e diarreia e uma dor lancinante na região do estômago. Com isso, acaba caindo no banheiro e fica ali se contorcendo no chão, como se estivesse agonizando. É o tempo de se lavar e tentar se deitar um pouco, que volta tudo de novo minutos depois.
Via de regra, o diagnóstico médico costuma ficar restrito a estas causas comuns, especialmente porque a esposa demora a levar a vítima para o socorro, dando tempo suficiente para o efeito do veneno evoluir e, também, devido às informações tendenciosas fornecidas por ela, a fim de disfarçar o envenenamento.
Assim, mesmo depois de hospitalizado, a evolução gradual acaba levando à morte em alguns dias, sendo atestada como problema digestivo seguido de infecção por bactérias resistentes ou outras complicações do próprio tratamento e a assassina posa de vítima, herda tudo o que pode e continua a vida feliz com os amantes.
Por exigências profissionais, esse marido tinha ido trabalhar em outro estado, mas pouco mais de dois anos depois, voltou, na esperança de regularizar a convivência e restaurar a família.
Foi justamente quando ele começou a levantar as provas sobre a conduta da mulher que, na verdade, já mantinha casos extra conjugais preferenciais há mais de 11 anos, além de outros esporádicos.
Supostamente, ela teria percebido que estava na mira do marido e resolveu se livrar do infeliz.
Num certo final de semana, assim que ele acordou depois de uma noite de farra com amigos, com muita cerveja e comilança, logo de manhã ela prontamente ofereceu um prato de escaldado de fubá com ovo, que era o prato preferido dele para amenizar a ressaca.
Minutos depois, os sintomas começaram e estranhamente ela não tomou nenhuma iniciativa de procurar um socorro médico, apesar da situação extremamente grave, com o marido agonizante e moribundo, ora se contorcendo do chão do banheiro, ora aos gritos de dor abdômen e desfalecendo.
Felizmente, depois de algum tempo e de hidratação com soro caseiro providenciado por vizinhos, ele começou a se recuperar e acabou se salvando. Mas muito assustado e preocupado com aqueles sintomas repentinos e tão graves, tratou logo de desistir de reatar com a mulher e foi embora novamente em definitivo. Algum tempo depois, pesquisando melhor e constatando as motivações e o comportamento dessa ex-mulher, ele não teve dúvida O que teria acontecido com ele naquele dia.

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